Em 1558, às margens do Rio Joanes, os jesuítas João Gonçalves e Antônio Rodrigues ao fundarem a Aldeia do Divino Espírito Santo, assim como, sob a liderança do Bispo D. Marcos Teixeira, tempo depois, várias autoridades foram acolhidas na região e, junto com os indígenas, organizaram tropas de resistência que ajudaram a expulsar os holandeses da Bahia, dão início aos escritos sob o atual município de Camaçari. Mais ainda, em 28 de setembro de 1758, enfim a emancipação com a expulsão dos jesuítas e o decreto assinado por Marquês de Pombal, que mudou o nome do povoado para Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo. E, pouco tempo depois, passou a se chamar Vila de Abrantes. Duzentos e sessenta e quatro ano depois nenhum desses homens, assim como guerreiro tupinambá, foram ou são homenageados (busto em praça, nome de rua ou equipamento público) em nossa área histórica e urbana da cidade, tão pouco objeto de estudo nas escolas (municipal ou estadual).
O que se presencia é que o município (IBGE/2022), de 785.421 km2 (102.43 km2 de área urbana) com cerca de 299 mil habitantes, 42 quilômetros de faixa costeira, (maior território da Região Metropolitana de salvador), PIB de R$ 25.697.266,43 (segundo maior produto interno bruto municipal do estado, depois de Salvador, 8º maior da Região Nordeste e o 38º maior do país), PIB percepta de R$84.466,59 e, IDH de 7,00, não implantou até então um processo planejada de ocupação de áreas urbanas, visando, não somente, a unificação entre a sede e a orla, como também, otimização dos serviços essenciais básicos (educação, saúde), dinamizar o desenvolvimento econômico e social do município e aumentar a arrecadação própria (IPTU, ISS, taxas) do município.
Há aproximadamente 15 meses para o próximo pleito eleitoral municipal, os agentes públicos se movimentam para o processo sucessório do executivo e ocupação na câmara de vereadores, assim como a imprensa local e os formadores de opinião endereçando propostas (miraculosas), nas redes sociais, no sentido de despertar o interesse da população pelo embate que se configura entre a direita governista e a esquerda que busca voltar ao poder.
A realidade indica que o pleito pode ser acirrado se os lados apresentarem candidatos competitivos e com o mínimo de desgastes na população. O que se observa que a direita governista lida com 5 postulantes (Helder, Flávio Mattos, Tude, Natan) e a esquerda dois (Caetano e Ivoneide Caetano) o que não ocasiona nenhuma novidade nem estimula, até então, participação de massa. O sentimento é de buscar novidade, contemporânea com o momento de nova ordem mundial.
Quem viver verá.
Que DEUS e os Orixás nos protejam
Adelmo Borges





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